Após reclamar de conspiração política, Eliziane deixa o PSD e se deve ir para o PT

Após afirmar que estaria ocorrendo uma conspiração política contra a sua candidatura à reeleição no PSD, a senadora Eliziane Gama deixou anunciou a saída do partido nesta quinta-feira (2). O anúncio foi feito pelas redes sociais.

No texto, Eliziane agradeceu pela convivência no partido e destacou o período como importante para sua trajetória política. A senadora afirmou que o PSD decidiu seguir um novo caminho político no país, o que motivou sua saída.

Mesmo após receber garantias do presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, a senadora decidiu encerrar o ciclo na legenda.

“Mesmo com todas as garantias recebidas pelo presidente Kassab, decido que meu ciclo no PSD se encerra aqui e vou percorrer novos caminhos”, declarou.

Segundo ela, apesar de respeitar a decisão da legenda, possui um posicionamento diferente, que já vinha sendo manifestado publicamente. Eliziane destacou que, durante sua permanência no partido, pautou sua atuação pela ética, pelo diálogo e por uma relação harmoniosa com os colegas.

“Aos amigos e amigas que fiz no PSD, gostaria de agradecer pela boa convivência nesses quase quatro anos que estive no partido”, afirmou.

Recentemente, Gama afirmou que estaria sendo alvo de uma conspiração política após o deputado estadual Fernando Braide (PSD) rifar a candidatura da parlamentar.

​Eliziane disse que havia um movimento orquestrado, inclusive nas redes sociais, para enfraquecer candidaturas femininas, classificando essas manobras como um retrocesso no debate democrático e na representatividade do estado.

Ela não citou nomes, mas ficou claro que a reação é referente à fala do irmão do prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), que declarou ser improvável a presença de Eliziane em uma eventual chapa majoritária liderada pelo grupo do gestor da capital maranhense.

O deputado apontou uma “crise de identidade” política na atuação de Eliziane. “Primeiro ela tem que definir de que lado está. Vemos ela dizendo que é pré-candidata ao Senado aqui, enquanto o irmão dela, indicado por ela para o partido Cidadania, está apoiando outro candidato ao governo”, pontuou Fernando. Para ele, a falta de alinhamento político e as contradições familiares e partidárias tornam a permanência da senadora no grupo de Braide inviável no momento.

Fonte: Neto Ferreira

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