Antônio Carlos de Oliveira Silva, de 42 anos, passou mal dentro da unidade prisional um dia após ser detido em Coelho Neto; circunstâncias da morte serão investigadas pela Polícia Civil
Um homem de 42 anos, identificado como Antônio Carlos de Oliveira Silva, morreu na segunda-feira (2), enquanto estava custodiado na Unidade Prisional de Ressocialização de Caxias (UPCAX), no Maranhão. Ele havia sido preso no domingo (1º), em Coelho Neto, suspeito de tentar estuprar a própria sobrinha, uma adolescente de 17 anos, além de agredi-la fisicamente.
De acordo com as informações da ocorrência, Antônio Carlos estava na cela com outros internos quando começou a apresentar sinais de mal-estar. Ao perceberem a situação, os detentos comunicaram o caso aos agentes penitenciários, que acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
A equipe de socorro compareceu à unidade, mas o homem já estava sem vida. O Instituto de Criminalística (Icrim) e o Instituto Médico Legal (IML) foram mobilizados para realizar os procedimentos periciais e a remoção do corpo. Até o momento, a causa da morte não foi divulgada oficialmente.
A prisão do suspeito ocorreu após uma denúncia de tentativa de violência sexual contra a adolescente. Conforme informações da Polícia Militar, o homem teria segurado a jovem pelo pescoço, atingido-a com socos e tentado retirar suas roupas à força.
Durante a mesma ocorrência, ele também teria agredido uma tia da adolescente. Ainda segundo a PM, o suspeito apresentou resistência durante a abordagem policial, mas acabou sendo contido e encaminhado ao sistema penitenciário. O caso envolvendo a denúncia de violência sexual está sob investigação da Delegacia Regional de Caxias.
Em nota, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) confirmou o falecimento e informou que a equipe de saúde da unidade foi acionada para prestar atendimento emergencial ao interno. Apesar das tentativas de socorro, ele não resistiu.
A secretaria também comunicou que a Polícia Civil foi informada sobre o ocorrido e ficará responsável por investigar as circunstâncias da morte. Segundo a Seap, os procedimentos previstos para esse tipo de situação foram adotados, e o órgão está à disposição das autoridades para colaborar com a apuração. A causa do óbito permanece desconhecida e deverá ser esclarecida a partir dos exames periciais e da investigação policial.